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24/02/2016
Corpo sem alma
Um dia eu fui feliz ou, na verdade, simplesmente, não ligava se eu estava ou não, conseguia viver tranquilamente, sem receita, sem algum tipo de regra. Eu não tinha peso nas costas e, por mais que tivesse, não doía a ponto de me fazer enxergar somente para baixo. Um dia, não, foram vários dias assim. Eu lembro que acordava e conseguia seguir a rotina de uma maneira, na qual ela não me espremesse, eu tinha prazer em alguma coisa, tinha vontade, tinha paixão. Eu dormia rapidamente, sem entrar nas tão solitárias horas da madrugada, sem rolar, rolar, rolar, não havia insônia. Eu sabia me expressar em conversas, com as pessoas. Eu era uma pessoa comunicável, agradável até. Eu tinha forças para continuar facilmente, poucas situações me abalavam ou me paravam. A vida transformou tudo. Hoje não sei o que é essa tal felicidade, há um vazio em mim que nada preenche nem chega à quantidade de um dedo de qualquer recipiente. Estou seco, raso. Me vejo preso num fundo em que não percebo luz alguma. Eu já fui feliz, sinto saudade. Essa felicidade era amor.
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