18/10/2011

Rosas de Plástico


Sintético. Ferrenho. Inflexível. Imortal. Intransigente. Fechado. Casulo. Sem chaves. Intransitável. Assim são as pessoas "rosas de plástico". Sem raiz, não se alimentam do que vem da terra, não se sujam nem se nutrem. Próprias escolhas. Qualquer lugar. Vaso sem água. Mesa de jantar. Entrada da casa. Poeira.Tem auto-proteção grandiosa, sendo assim, mínimas vezes desabrocham para o mundo. Idéias centradas. Racionais. Cérebro. 10º graus. Lógica. Pouco sofrimento. Pouco envolvimento. Pouco ardor. Pouca entrega. Medo? Lágrimas de cola quente. Cicatrizes as fazem atrofiar. Belas, como todas as flores, tem a inteligência como característica atrativa. Rosas de plásticos explicam o que sentem, tentam decifrar o amor e sonham pouco. Rosas naturais sofrem mais, aprendem mais, amam mais, sonham demasiadamente. Estão dispostas na hora, simplesmente, vão... Como já diria a música: "As flores de plástico não morrem". Estão lá firmes e fortes. Enquanto, as naturais fenecem, porém como toda matéria viva: renascem. Após cada baque, queda, choro. Rigorosas. Corajosas. Prontas para um novo ciclo.

30/09/2011

Quimera.

Sonhos são perfeições lanhadas pelas imperfeições da realidade. O mundo é nosso. Não apenas um. Todos. Pode-se criar, desenhar, destruir quantos quisermos. Somos donos. Tudo é inteiramente nosso, desde a mais alta nuvem até a maior profundidade do oceano. Não há quem possa retrair nossa imaginação. É um poder inóspito. Somos heróis. Despertador tocando. Hora de acordar. Mais tarde você volta para aquele vôo entre as nuvens.


19/09/2011

Pedras no Caminho.


Sofrer é tão necessário quanto estar feliz. Acho que até mais, pois (na maioria das vezes) só aprendemos na dor. Evoluímos quando o nosso calo é pisado, nosso coração é apertado. Por muitas vezes sofremos porque simplesmente nos submetemos a isso. Agarramos conosco o sofrimento e não queremos largar. Dependemos dele. Sobrevivemos por ele. Triste. Desnecessário. A solução está à frente, é só abrir os olhos. Sair desse quarto. Abaixar essas músicas. Enxugar essas lágrimas escuras. Levantar-se. Jogar fora tudo que nos puxa para baixo. Areia movediça. Interrompe nossos passos. Limita nossos sonhos. Junte toda a dor sentida e arremesse bem longe. A partir daí, deixe que o curso da vida fazer seu trabalho. Os bons fluidos agirem.Vida é um ciclo: dor e amor/prazer, quando olhamos esse dois atrás de nós e entendemos o porquê do sentido, a lição foi aprendida. Evolução. Crescimento. Na hora, todas as soluções menos plausíveis surgem. Mas, no fim, tudo faz sentido.Tudo.