10/11/2011

Nefelibata

"Melhor viver, meu bem, pois há um lugar em que o sol brilha pra você."

                    "Eu sonhei que estava exatamente aqui, olhando pra você.
                     Olhando pra você exatamente aqui" - Dia dia, lado a lado
                                (Jeneci e Tulipa) - Simplesmente: paz.
"Dar-te-ei finalmente os beijos meus
Deixarei que esses lábios sejam meus, sejam teus.
Esses embalam... esses secam... mas esses ficam."

"Sempre tem gente pra chamar de nós
Sejam milhares, centenas ou dois"

Marcelo Jeneci: nefelibata, sonhador, metafórico, belo. Simples canções. Valor enorme. Escreve para quem senti. Para quem fecha os olhos e sente paz ao escutar sua melodia. Para quem esquece dos problemas por alguns minutos e a serenidade toma conta do corpo. Lírico! Novo talento velho. Novo prazer meu de todas as manhãs. Novo cantarolar pela casa. Nova admiração.    

09/11/2011

Solitude



"Quem sou, que assim me caminhei sem eu
 Quem são, que assim me deram aos bocados
 À reunião em que acordo e não sou meu?" (Fernando Pessoa)

07/11/2011

Ferrugem


Estou cansado, de verdade. Estou desgastado. Não sinto mais prazer. Tudo está demais conhecido, habitável. O tédio faz de mim sua morada. Necessito de novidade. Estou enfastiado de tudo que eu ouço, vejo, leio, sinto. Estou cercado de poeira. O vento que passa por mim já tem o cheiro e sabor extremamente reconhecidos. Quero uma catarse! As pessoas estão muito normais para mim, muito previsíveis. Vejo pessoas com a mesma idade que eu, se divertindo tanto, aos finais de semana, indo para as mesmas coisas há bastante tempo: festa, badalação, gritaria... diversões instantâneas e momentâneas. Prefiro mil vezes ficar em casa comigo ou conversar com os amigos em um lugar afastado, calmo. Sou um velho de 18 anos, admito. Às vezes fico com saudades de momentos que ainda não vivi. De sentimentos que nunca senti. De pessoas que não conheci. Estou exausto de tudo, de todos. Estou enclausurado. Enjoado desse meu eu. Quero um novo! Estou em busca enquanto a luz do sol não se apagar e houver ar para respirar. Exagero nas palavras, meus versos estão usados, borrados. Minha vida está um verdadeiro ponto em seguida, onde eu vou caminhando, seguindo... ferrugem.


"No mais, mesmo, da mesmice, sempre vem a novidade." (Guimarães Rosa)