11/11/2011

Achar Perdido



As palavras murmuram-me
infinitos caminhos,
mapas destroçados debaixo dos dedos de meus pés.
E eu aqui, perdido em mim
Cubro-me...
As palavras importunam-me, aborrecem-me, 
sinal verde ao som a romper
o silêncio que hoje é a minha vida (?).
Escondo-me de mim, dele, dela, deles
Escondo-me...
Pois a realidade é amargamente calculada: matemática.
Por isso prefiro meus sonhos
que são docemente dispersos: literatura.
Previsivelmente a desviar de mim.
Previsivelmente a desejar sumir
em um estalar de dedos, em um estouro de balão,
em um piscar de verdes olhos
Desaparecer.

10/11/2011

Nefelibata

"Melhor viver, meu bem, pois há um lugar em que o sol brilha pra você."

                    "Eu sonhei que estava exatamente aqui, olhando pra você.
                     Olhando pra você exatamente aqui" - Dia dia, lado a lado
                                (Jeneci e Tulipa) - Simplesmente: paz.
"Dar-te-ei finalmente os beijos meus
Deixarei que esses lábios sejam meus, sejam teus.
Esses embalam... esses secam... mas esses ficam."

"Sempre tem gente pra chamar de nós
Sejam milhares, centenas ou dois"

Marcelo Jeneci: nefelibata, sonhador, metafórico, belo. Simples canções. Valor enorme. Escreve para quem senti. Para quem fecha os olhos e sente paz ao escutar sua melodia. Para quem esquece dos problemas por alguns minutos e a serenidade toma conta do corpo. Lírico! Novo talento velho. Novo prazer meu de todas as manhãs. Novo cantarolar pela casa. Nova admiração.    

09/11/2011

Solitude



"Quem sou, que assim me caminhei sem eu
 Quem são, que assim me deram aos bocados
 À reunião em que acordo e não sou meu?" (Fernando Pessoa)