22/05/2011

Que haja Luz!


“Selva
A gente se acostuma a muito pouco
A gente fica achando que é demais
Quando chega em casa do trabalho quase vivo

Selva
A gente se acostuma a muito pouco
A gente fica achando que é o máximo
Liberdade pra escolher a cor da embalagem

Nessa selva
A gente se acostuma a muito pouco
A gente fica achando que é normal (...)

Nessa Selva
A gente se acostuma a muito pouco
A gente fica achando que é o máximo
Se o cara mente, mas tem cara de honesto

Nessa selva
A gente se acostuma a muito pouco
A gente fica achando que é o normal
Finge que não vê, diz que não foi nada e leva mais porrada (...)”

http://letras.terra.com.br/engenheiros-do-hawaii/835862/

São caminhos infindáveis, atravessados continuamente. São as ruas de asfalto negro, com altos muros, que nos guiam num ziguezague frequente às entranhas desta inóspita selva vista ao abrir a janela. Neste lugar, onde as sombras e, apenas elas se apertam, se machucam, se pisam, se ultrapassam... Retorna Verde, estás “desculpado”, trás de volta a harmonia. Trás contigo o Sol, a Luz! 

21/05/2011

Novidade



“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soia.”

(Luís de Camões)

Olhe para direita, para esquerda, para cima, para baixo. Crie novas expectativas. Neste mundo, estamos apenas de passagem e temos que aproveitar as oportunidades. Liberte-se! Experimente coisas novas. Novos sabores. Novas cores. Novas texturas. Novos amores. Se não gostar, mude de novo. Se gostar, experimente outra vez. Cresça com a mudança. Mude com o crescimento. Evolua. Mudar é preciso. Tira as teias, retira o pó. Mudar aumenta nossos limites e nos aproxima da felicidade.

19/05/2011

Amontoado

Às vezes sinto-me só. Às vezes sinto-me vazio, como um nada. Um nada além disso. Simplesmente, isso. Um mero ser habitante desse planeta enorme. Às vezes sinto-me privilegiado. Iluminado. Como se fosse melhor que alguém. Muitas vezes não sei o que me falta. Quero tantas coisas ao mesmo tempo. Quero tudo. Quero em excesso. Quero, por ter. Muitas vezes quero: nada. Quero o mais vazio de um copo, o mais seco dos olhares, o mais confuso que possa ser viajar comigo.
Certas vezes não sei o que quero, acho que tudo que faço, que estou fazendo ou que estou com pretensão de fazer é inútil, é pó. Sinto-me perdido. Certas vezes sei o caminho e caminho até o fim. Vou à procura de algo que me falta. Arrisco-me. Não ligo para o que possa impedir-me. Vou. 
Choro, sempre chorei, mas hoje deixo que as lágrimas façam o trabalho como deve ser feito, retiro de mim o que deve ser retirado. Cansei de guardar, de segurar, de respirar fundo. Solto. 
Acordo, reflito, paro. De manhã faço isso. Questiono-me o porquê de levantar ou levanto já correndo para tomar banho e saio sem tomar café. Acordo, penso, sigo.
Vou ganhando, vou perdendo. Vou seguindo.. Não sei, nem quero saber para onde essa minha vida vai me levar, só sei que quero seguir: tropeçando, caindo, levantando, não sabendo o que quero, tendo certeza do que desejo, com os meus altos e baixos da minha personalidade, com as minhas dúvidas, com pessoas que mereçam  o entrelaçar das mãos, com pessoas que permitam ser quem sou, quero seguir sem máscaras, sem esconderijos, sem penumbras, quero a luz à frente. Não quero o mais fácil. Quero ter tudo que posso ter, obtido pelas minhas próprias mãos. Quero não depender de ninguém. Quero não dar mais satisfações a ninguém, quero não responder a tantos porquês, quero não me justificar tanto, nem me ferir tanto em busca de tantas respostas. Quero ser livre, ter asas para que o vento possa passar por elas de um jeito que se integre. Quero caminhar. Quero olhar para trás e sorrir.