30/09/2011

Quimera.

Sonhos são perfeições lanhadas pelas imperfeições da realidade. O mundo é nosso. Não apenas um. Todos. Pode-se criar, desenhar, destruir quantos quisermos. Somos donos. Tudo é inteiramente nosso, desde a mais alta nuvem até a maior profundidade do oceano. Não há quem possa retrair nossa imaginação. É um poder inóspito. Somos heróis. Despertador tocando. Hora de acordar. Mais tarde você volta para aquele vôo entre as nuvens.


19/09/2011

Pedras no Caminho.


Sofrer é tão necessário quanto estar feliz. Acho que até mais, pois (na maioria das vezes) só aprendemos na dor. Evoluímos quando o nosso calo é pisado, nosso coração é apertado. Por muitas vezes sofremos porque simplesmente nos submetemos a isso. Agarramos conosco o sofrimento e não queremos largar. Dependemos dele. Sobrevivemos por ele. Triste. Desnecessário. A solução está à frente, é só abrir os olhos. Sair desse quarto. Abaixar essas músicas. Enxugar essas lágrimas escuras. Levantar-se. Jogar fora tudo que nos puxa para baixo. Areia movediça. Interrompe nossos passos. Limita nossos sonhos. Junte toda a dor sentida e arremesse bem longe. A partir daí, deixe que o curso da vida fazer seu trabalho. Os bons fluidos agirem.Vida é um ciclo: dor e amor/prazer, quando olhamos esse dois atrás de nós e entendemos o porquê do sentido, a lição foi aprendida. Evolução. Crescimento. Na hora, todas as soluções menos plausíveis surgem. Mas, no fim, tudo faz sentido.Tudo.

18/09/2011

Com(igo)panhia.

Quem esquece de si, não tem como encontrar outras pessoas. Quem não tem amor pela sua pessoa, não tem como, verdadeiramente, verbalizar um "eu te amo". Por muitas vezes, esquecemos de nós. Colocamo-nos em detrimento. Ficamos com poeira. E, só limpamo-nos quando sofremos. Aprendendo na dor. Pertencemos a nós. Somos nossos donos. A minha vida me pertence e o meu Amor é todo meu. É desse amor próprio que consigo me apaixonar por um outro alguém. Parece que só somos felizes quando estamos cercados por pessoas. Não há nada mais prazeroso que rir comigo, assistir a um filme que amo, comer besteiras, ouvir músicas gritando, curtir o meu silêncio, o meu espaço, a mim. Nunca estou só. Estou comigo. Sou alguém e o mais importante da minha vida porque, se eu mesmo não me suportar. Quem vai?

"Quando me amei de verdade, comecei a me livrar de tudo 
que não fosse saudável... 
Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa 
que me pusesse para baixo.
De início, minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama
... Amor-próprio." (Charles Chaplin)

17/09/2011

Eu sou uma pergunta.


Se definir é bem árduo. A partir desse momento encara-se o mundo de uma nova forma. Põe à frente um circunscrito. Pôr um adjetivo após a pergunta: "quem sou eu?" é digno de coragem ou insensatez (?). Não cabe a mim. Não me permito. Adjetivos cessam. Transitórios. Sou cheio de crises. De tudo que se possa imaginar. Não verbalizo. Não sei resolver. Ninguém sabe. Vivo cada dia na sobrevivência que tenho ou vivo na vida que me leva. Sobrevivo e vivo. Há dias escrotos e lindos, normal. Mas, a cada dia sinto-me diferente. Quando olho pra trás, vejo o quanto mudei, não me refiro a aparência física, isso pouco me importa. Refiro-me à questões antes inimagináveis. A pensamentos antes longínquos. À situações antes de fazer-me de cego. Passei por tudo, e cá estou. Não sei de nada, quem sabe? Sou um apenas um jovem num mundo de bilhões de anos, que colocará pés para tropeçar e mãos para levantar. Na velha e derradeira frase: "definir-se é limitar-se", onde está o erro? No "se". Não se ponha dentro desse verbo. Há um limite enorme, uma faixa ao alcance dos olhos. Vôos fragéis. Raízes ferrenhas. A qual verbo refiro-me? Só vejo um nesta pergunta - sinônimos. Cada situação faz de mim uma outra pessoa. Naquele momento, sentindo na tez, posso adjetivar-me. Após: ?. Eu sei só de uma coisa. Prazer, Antônio. Pergunta respondida.

15/09/2011

Como nossos pais.

Reclamo. Quero embora. Desejo sumir. Não voltar nunca mais. Retratos de infantilidade. Digo que sei de tudo. Sabidão. Do que sei? 18 anos. Mal vivi. Me acho superior. Aumento a voz, digo que posso fazer tudo sozinho. Desdenho. Não obedeço. Não ligo. Diversas vezes saio sem dar tchau. Não ouço. Tampo os ouvidos. Tranco o quarto. Me fecho. Imponho. Quero logo. Quero agora. Nesse instante! Quero o sim. Um não me mata, me corroe. Saio sem o guarda-chuva. Chove. Surdo. Besta. Babaca. Vou pelo lado contrário. Sofro. Doí. Machuca. Antes de ir, recebi um aviso, mas estava com fones. Imbecil. Volto. Cão arrependido. Rabo entre as pernas. Quero colo. Quero você. Ninguém mais. Peço desculpas. Choro. Sou acolhido. Braços serenos. Encontro paz. Encontro lar. Me encontro. Me conheces mais que ninguém. Me amas mais que tudo. Saí de ti. Por que insisto em desviar de ti? Querendo me enganar, que sou diferente de ti. Sou você. Você sou eu. Interligados. Laços eternos. Infindáveis. Respiro mais forte, sabes o que ocorre comigo. Penso que te engano. Quem se engana aqui? Eu, claro! Desobediente. Mal educado. Grosseiro. Me desculpa de novo? Não faço mais. Juro! Ciclo vicioso. Estás ali. Mesmo lugar de sempre. Eu por aí. Aprendendo a viver. Caindo. Levantando. Lutando. Precisando de você a cada dia. Queres o melhor pra mim. Não queres que eu sofra. Impossível. Não queres que saia dos teus braços. Cresci. Estou grande. Pesado. Preciso passar por muita coisa ainda. Evoluir. Transformar. Ter orgulho de mim. Já vou. Peço a bênção. Tchau, meu filho, cuidado. Traduzo. Eu te amo.